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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Renovado Confinamento - Dias 14 a 17 - Inteligência e Consciência

(A cadência e a sequência dos acontecimentos são prenúncios de previsão ficcional e surreal afinal concretizada, e, naturalmente, por esta altura, já expectável…) A inteligência é, muito simplesmente, a capacidade que todos temos de fazer acontecer as coisas. Somos prestidigitadores. As nossas surpreendentes “habilidades”, mesmo as mais mirabolantes e rocambolescas, operam milagres inesperados. Mas, ainda assim, há coisas que acontecem, mesmo sem querermos que aconteçam, porque não conseguimos conter tudo e todos. Há muito que nos habituámos a aceitar o caos e o descontrolo, a destruição e o fim como constantes incontornáveis que nos estorvam e empatam desmesuradamente, no decurso da nossa breve passagem pelo mundo, mas que existem nas nossas vidas. No entanto, também nos agarramos aos pequeninos acontecimentos e às pequeninas coisas que vão construindo a subtil mudança positiva. O engenho humano, associado a um intrínseco e natural espírito empreendedor, transversal a toda a espécie, produz e promove a obra primordial da conceptualização de toda a lógica filosófica emocional humana, ou racional, para os mais cépticos quanto à disrupção interpretativa, o despontar da inteligência criativa recuperada na crença de que todos contribuímos com os nossos maravilhosos e miraculosos dons interiores e cérebros pensantes para o sentir do mundo, das coisas e dos outros no aprofundar consequente da essência interior. Assim, entramos no domínio da consciência, do sentir, do que sentimos ao fazer algo e do que pensamos sobre isso. O desenvolvimento da consciência humana tem traduzido o expoente máximo da nossa evolução, mas pelo facto de se caracterizar e apoiar no consubstanciar de uma construção estratégica mais abstracta, ou seja, de se sustentar através de um plano progressivo (não necessariamente progressista) não tão visível, palpável e quantificável, vê dificultada a sua clara e transparente compreensão e aceitação. As medidas institucionais relativas à pandemia foram criteriosamente, ou não, (re)definidas e (re)implementadas. Assim age a mente inteligente, que faz acontecer as coisas: há um plano de vacinação em curso, as aulas passam a ser todas online de novo, as fronteiras são fechadas, os doentes críticos são transferidos para o estrangeiro, para garantir o seu mais diligente acompanhamento. Depois, vem a consciência, que decide de acordo com o que se sente, individualmente. O sentimento colectivo, que se compadece com empatia, compaixão, altruísmo, entrega e dedicação, é de mais difícil absorção e, casuisticamente, entendível, porque a capacidade e o alcance de uma visão 360º não é definitivamente para todos, infelizmente. Ou, se calhar, até é, mas as opções e as decisões que se tomam, sob o argumento justificativo da eterna sobrevivência, justificam injustificadamente as mesmas. E, aqui, é a liderança de cada “quinta” que faz toda a diferença. Quem está à frente dos nossos desígnios, quem lidera as tropas na frente de batalha, na operacionalização. O equilíbrio dinâmico, a confiança, a comunicação e a interacção produtiva entre top-down e down-top é crucial. Não é à toa que quase toda a estratégia organizacional cimenta e vai beber muita da sua génese à old goody estratégia militar, enquanto sólida base para uma mais eficaz e eficiente gestão de conflitos, independentemente da natureza dos mesmos. Assim sendo, o ideal é conseguir conciliar inteligência e consciência na boa governance diária da vida planetária, social, comunitária, familiar e individual. Esta é, sem dúvida alguma, uma meta individual muito ambiciosa, uma visão humanizante da própria humanidade, uma missão determinante e decisiva para a preservação de toda a espécie, do lar da espécie e do futuro realista e concretizável da mesma. Mas, isto é só a antítese da nossa brutal realidade humana e um eufemismo hilariante representativo da nossa falta de bom senso e ponderação, porque continuamos todos a encarnar a figura pacóvia da esperteza saloia, quando nos tentamos enganar uns aos outros com mentiras cómicas, e promessas e ilusões que decepcionam e frustram todas e quaisquer expectativas de um futuro global sereno e promissor, em uníssono, por muito positivistas e potencialmente humanizadoras que sejam. Pandemia – Infinito; Espécie Humana – 0. Vírus – União; Espécie Humana – Desunião.

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