Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Crua Realidade Climática de Muitas Elsas

Não é de espantar o megalómano temporal que se está a abater sobre Portugal. Nada de novo, até porque as consequências, expectáveis, provocadas pelas tão badaladas alterações climáticas já se vêm a fazer sentir há algum tempo, um pouco por todo o lado. Talvez não tão extremadas, mas sinceramente já não temos meias-estações há quanto tempo? Muito! Os extremos passaram a ser a rotina: Verão ou Inverno, somente. E estes extremos, segundo os especialistas, vão acentuar-se e fazer-se sentir cada vez com mais intensidade. Por isso, a nossa Depressão Elsa marca o início de um ciclo que se prevê conturbado e imprevisível. Um ciclo que necessitará de ajustes contínuos da nossa parte, porque teremos de rever hábitos e costumes, lógicas de mobilidade, modelos de construção de habitações, alternativas de transporte e tantas outras implicações impactantes na nossa rotina diária. Por mais modelos previsionais climáticos que se construam, a sempre surpreendente realidade deixa-nos sem qualquer tipo de potencial acção preventiva ou eventual reacção atempada. Assim, é bom que nos habituemos às inesperadas Elsas que se seguem. Lidamos apenas com os danos. Corrigimos os problemas, mas não os conseguimos solucionar. A questão que se coloca é: o que podemos nós fazer para evitar ou minimizar as consequências das futuras Elsas? Aparentemente, na prática, muito pouco, por agora. Podemos sim reeducar as gerações futuras e repensar o nosso caminho evolutivo na Terra. E não haja ilusões, a Terra é o nosso Lar. Não teremos outro tão cedo, por mais experiências e sonhos que tenhamos de viajar até Marte, ou qualquer outro planeta, e colonizá-lo. E o problema existe no presente, atinge-nos agora a todos. Talvez tenhamos de redesenhar todo o pensamento, conhecimento e comportamento humanos. Talvez tenhamos de nos redefinir enquanto espécie, quais os nossos objectivos, realinhar estratégias, implementar mudanças e planos de acção mais adequados e equilibrados à interacção com o nosso mundo. A nossa vida presente e futura depende disso. A bem da preservação e sobrevivência da espécie.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub