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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Dia 11 - Somewhere Vietname Away

Hoje, foi um dia bom. Sei lá. Estive absorvida pelas minhas coisas, andei soberbamente atarefada, alegrei a vista no DocLisboa, onde um documentário sobre Moçambique brilhou e encantou, e deixei-me levar pelo Marketing, numa conferência dinâmica, entusiástica e refrescante na minha antiga faculdade. Quão preenchido pode um dia ser, para te esquecer? Na realidade, só agora, verdadeiramente, pensei em ti. O coração teve paz, portanto. Fomos trocando breves mensagens e enviaste fotos verdes, de rios verdes, gentes coloridas, movimento parado e luzes cintilantes numa noite oriental. Esta tua viagem, revela-se, cada vez mais, um grito do Ipiranga tardio. Parece um cliché tão banal, quanto esta tua crise de meia-idade ou de adolescência não vivida. Ainda não percebi bem de que correcta constatação se trata. Mas, não há desculpa. Não te posso desculpar. Sinto-me profundamente traída e magoada, não pela viagem em si, mas por todo o secretismo no planeamento da mesma. Nada há mais entusiasmante do que a preparação de uma longa saída em direcção ao desconhecido. As aventuras devem fazer parte da vida. É bom manter viva a capacidade de improviso e de tornar surpreendente a simplicidade. Mas, a partilha é fundamental. E tu, não partilhas. Agarraste-te a uma ideia estúpida de morte antecipada e desmontaste todas as tuas fantasias não fantasiadas, agora. Será isso? Acontece que procuramos coisas e estares diferentes. Estou cansada, desconcertada e desinspirada. Desiludida. Apenas te queria ver e tocar, abraçar. Sinto-me num contínuo afastar de ti e obrigo-me a repetir interiormente que tenho de me proteger e elevar, de novo, as defesas. Nem sei se te quero ver. Encurralada num turbilhão de emoções e profundas confusões, tento decifrar sinais mais evidentes de decisão futura mais sustentada. O meu coração está a fechar. Uma vez mais. E, agora, para ti.

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