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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

As Eleições Madeirenses e Portosantenses

Noite de emoções fortes, ontem, no arquipélago da Madeira. Só com a contagem de votos na freguesia da Sé, se encerrou um serão de expectativas ousadas. Apenas cinco grupos parlamentares representados e uma panóplia de frustrações, ilusões e decepções. Ou não.

Era certo e sabido que o PSD sofreria com a retirada de Alberto João da cena política madeirense. Homem popular e de consensos, ainda que forçados, determinou o fim de uma era e a orfandade do partido. As guerras internas com o seu braço direito, ditaram o início do fim da religiosa peregrinação que invariavelmente levava os madeirenses na direcção pretendida. Miguel Albuquerque nunca conseguiu conquistar verdadeiramente os madeirenses. Os votantes actuais fazem parte de uma máquina sólida, com medo da desintegração da sua estrutura basilar, se o governo regional não for consignado à direita laranja. É que o olear de todo este intrincado mecanismo político, cujos tentáculos se estendem à população de forma muito subtil, dissimulada, mas muito bem controlada, determina os destinos laborais de quase todo o arquipélago. Assim, as mudanças radicais são por demais imprevisíveis e as consequências ainda mais. Temos, no entanto, um factor determinante para explicar as movimentações políticas partidárias: a população da Madeira e do Porto Santo está a mudar. É uma população mais jovem, com formação, com mente aberta e visão mais abrangente, estuda fora e quando volta, quer encontrar o que deixou no continente. A realidade madeirense está, assim, a mudar. A nova geração quer mais. Os resultados eleitorais de ontem mostram isso mesmo, o início de uma mudança de mentalidades. É claramente expectável uma coligação entre PSD e CDS, no entanto, o CDS, neste momento, a terceira força política madeirense, fragiliza a sua posição junto do seu eleitorado e no próprio panorama político madeirense, correndo o risco de vir a desaparecer, tal como aconteceu com o Bloco de Esquerda. O PS conquistou algo que nunca tinha acontecido antes, a quebra de um ciclo viciado e maioritário, de quarenta anos, sob a alçada do PSD. É digno de nota e referência e efectivamente, Paulo Cafôfo fez história, especialmente no Porto Santo, onde o eleitorado há muito se sentia apartado do governo regional.

Muita coisa terá assim de ser revista, por todos os partidos. Estratégias e objectivos futuros. Operacionalização e socialização, conquista e reconquista de eleitorado. A verdade é que, por agora, tudo permanece, mais ou menos igual. A direita coligada, tem maioria no Assembleia Regional, no entanto, o papel do CDS, em termos governativos, sai claramente reforçado, uma vez que, sem dúvida alguma, será o decisor parlamentar com mais poder, determinante, portanto, na implementação de quaisquer medidas governativas. Atenção, por isso, aos próximos tempos. Serão de profunda e intensa negociação. Claramente.

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