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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Humanizar a Gestão

Realidade contundente e avassaladora que desmaterializa a aversão empresarial à ética, socialmente responsável. As eternizadas best practices, que de tal, pouco ou nada têm, quando aplicadas descontextualizadas ao negócio, primam por um misticismo sobrevalorizado. Ou, talvez não. Na realidade, as pessoas fazem mesmo a diferença. E será errado assumir que quem conhece bem o negócio, de experiências anteriores, ocupará a nova função de forma mais eficaz e eficiente. Abrangentes que são as famosas soft skills, revela-se fundamental, para além das technical skills, a capacidade de ajuste à mudança, a inovação, a imaginação, a criatividade e a visão 360º, numa perspectiva ousada e disruptiva. Quebrar o tradicionalismo da função, pode efectivamente revelar-se bastante mais produtivo. Assim, uma vez mais, as pessoas fazem mesmo a diferença e, apesar da futura e incontornável, interacção entre humanos e bots (mais ou menos inteligentes), a mente e o pensamento humanos primam pela sua imprevisibilidade e é isso que realmente, no fim, na resolução de critical disasters, faz toda a diferença. Capacidade real de improviso.

Humanizar, continua, por isso, a ser fundamental, um trunfo profundamente diferenciador, um factor crítico de sucesso. As pessoas são a chave.

A gestão assenta basicamente nos pilares financeiro e económico; uma empresa tem de gerar lucro. E se esse lucro se converter num retorno social e humano, muito mais vivenciado e qualitativo? Se não nos preocuparmos apenas tão só com a quantificação de data? Se a tal visão, missão e acção eticamente responsável, for mais sustentável e ética? Não só no papel, mas na vida diária, na rotineira pasmaceira dos nossos stressados accountants? Os indicadores sociais, reflectidos nos relatórios sociais e de sustentabilidade do meio empresarial, iniciam um caminho que se quer mais activo, mais prático, e menos teórico. O esforço é grande, mas passa pelas pessoas, não só pela liderança, mas também pelos operacionais, sendo que as chefias intermédias representam um meio-termo de extrema relevância neste equilíbrio frágil de forças dinâmicas.

Queremos pessoas mais felizes e produtivas. É este o mote, no entanto, só agora se dão os primeiros passos neste sentido. É que as best practices traduzem ideias fenomenais, na grande maioria das vezes, mas têm que ser constantemente limadas e aperfeiçoadas, sob pena dos erros que se vão cometendo, não serem nunca ultrapassados com sucesso e com retorno positivo para todas as pessoas, intervenientes directos ou indirectos.

Assim, humanizar a gestão é urgente, mas essa acção passa pela intervenção de cada um de nós, mantendo o thinking out of the box alive, e tentando fazer juízos de valor mais positivos e críticas mais construtivas. Afinal, todos somos humanos e todos, mais cedo ou mais tarde, erramos.

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