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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Alterações Climáticas

Eis um tema sobejamente debatido, discutido, prevenido, implementado, operacionalizado, objectivado, conferenciado, publicitado, e mais ados que queiram adicionar. Tem sido assim, há décadas. Não é novidade nenhuma. Então, porque continuamos nós a, literalmente, com toda a informação de que dispomos, devidamente documentada e datada, matar o planeta e, consequentemente, a nós próprios, sem que nada, em boa verdade, mude nas rotinas das pessoas, famílias, sociedades, nações, mundo? O conforto determina que assim o seja. Habituamo-nos a facilitar a nossa existência e a extensão desse facilitismo, que, entenda-se, é perfeitamente compreensível e até aceitável, promove o consumismo desenfreado e o massificar tecnológico easy, que se traduz no sonho real de estar tudo à distância de um clique, ou de uma ordem, ou de uma chatbot interacção, ou de um reconhecimento facial, ou de uma leitura biométrica mais elaborada. É certo que a evolução nos trouxe o tão desejado conforto, mas a que preço? Enquanto espécie, qual é o nosso objectivo futuro comum? As recorrentes alterações climáticas que tão profusamente têm sido apregoadas ao vento, sim, porque os humanos ainda não se escutaram bem a si próprios, são uma realidade e se queremos sobreviver, num futuro próximo, há que mudar intrinsecamente objectivos de espécie globais, filosofias de vida, princípios e valores. O dinheiro tem que deixar de ser o motor que nos move. Conforto e dinheiro. Ambos, nos desafiam, no acomodar humano, enquanto espécie. Se pensarmos bem, o dinheiro tudo mobiliza e determina. Uma família nasce, cresce, mantém-se, prolifera, se houver dinheiro; uma nação idem. O nosso grande problema, neste momento, enquanto espécie, é pensarmos individualmente, e nunca no colectivo. Na realidade, é mais comum a espécie “acordar” conjuntamente, aquando de uma grande tragédia mundial. Ainda assim, os interesses financeiros e económicos, prevalecem, nos bastidores da acção. O que nos reserva o futuro? O que trarão estas alterações climáticas, mesmo? A espécie limita-se a viver o presente e a esquecer os erros passados. Por mais brainstormings, conferências, legislação, sanções e afins que se apliquem, a realidade demonstra que o esforço teórico, não se revê no esforço prático. Assim, a incerteza subsiste. A natureza alerta, mas a espécie não escuta. A emoção desperta, mas a espécie não sente. A razão determina, mas a espécie desliga. O que queremos, então, enquanto espécie? Sobreviver ou viver?

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