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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

2019, Odisseia na Terra

Vi hoje, pela primeira vez, na íntegra, no dia em que se comemoram os trinta anos da World Wide Web curiosamente, o verdadeiramente perturbante, enigmático e revolucionário filme de Stanley Kubrick, escrito conjuntamente com Arthur C. Clarke, datado de 1968, “2001 Space Odyssey”. Na realidade, já o tinha visto dezenas de vezes, mas por este ou aquele motivo, nunca em contínuo, do princípio ao fim, seguindo a sua lógica sequencial. Trilhei, finalmente, os caminhos obscuros da evolução humana, do espaço, da tecnologia e da inteligência artificial, numa jornada épica extraordinariamente avançada para uma época comedida, em que o Homem ainda não tinha sequer pisado a Lua, contada numa óptica crítica sobre o existencialismo humano, suportada numa narrativa quase inexistente e marcada por imagens conceptuais memoráveis e efeitos especiais verdadeiramente deliciosos, criativos e inovadores, sempre sob a égide de critica (des)construtiva de Kubrick. Cinquenta anos depois, este filme marcante e visionário reflecte uma parte da nossa realidade mais contemporânea e isso é assustador. Mas mais assustador é o facto de ir muito mais além, numa expectativa futura de perspectivar uma história passível de se escrever. As etapas consecutivas da nossa provável evolução ainda estão no começo. Stanley, e especialmente Clarke, nos seus livros sobre ficção científica, abraçam o futurismo de uma forma concreta e efectiva. Os factos são consistentes com uma previsão, que deixou de ser apenas previsão, e que remete para acontecimentos reais do agora. Tecnologia, Inteligência Artificial, Lua, Júpiter. Sonhos? O que inspirou estas mentes criativas? Uma imaginação fértil? Uma plena consciência científica? O questionar da não simplicidade da existência? Certo é que, em 2019, Odisseia na Terra, muito do que foi imaginado, se alcançou e concretizou, o que levanta a questão: será o futuro assim tão previsível? Ou terão estes homens viajado numa máquina do tempo até um provável futuro? Vejam, observem, questionem, meditem. Afinal, o que nos reserva o futuro?

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