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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Encosta das Abóborinhas

Ninguém parecia querer acreditar na visão desconcertante e laranja que se tinha da vizinha encosta. Vila de Cima, saíra em peso às ruas, ruelas e vielas, miradouros e barrancos, para observar aquele inacreditável, monocromático e deveras original espectáculo. A geminada Vila de Baixo, encontrava-se, por certo, sob algum rocambolesco, intrigante e curioso feitiço de uma das Aprendizes de Bruxinha das Abóborinhas, porque a sua encosta transbordava caoticamente para as fronteiras ficcionais vizinhas, pequenos frutos laranja da família jerimum cuja coloração e corpo, repleto de preguinhas características desde o caule ao pedúnculo, fazia esquecer o verde que outrora imperava sob aquele manto real. As casas foram engolidas, os terrenos abafados, os bichos perdidos, as pessoas escondidas. Apesar de surreal, era um cenário feito de magia, um cenário de conto de fada. Sabia-se, há muito, da existência em Vila de Cima de uma Escola de Bruxinhas das Abóborinhas. Sabia-se que as suas origens provinham lá da lonjura das Américas. Um culto pagão, com certeza, que exaltava a excentricidade, o esotérico, o misticismo e a espiritualidade. Sendo uma cor quente, representada pela forma da lua crescente, o laranja exalta o elemento água e reforça o sentido paladar. Talvez as Bruxinhas se tenham distraído e ao cozinharem a polpa das abóborinhas, nos seus gigantescos caldeirões mágicos, tivessem entornado uma boa parte da poção mágica “Campo Primaveril de Abóborinhas”, utilizada no início da Primavera para trazer cor, alimento e vida aos campos desertificados das suas longínquas terras, no sul da América. A discrição era o seu lema, o mote que as guiava. Reservadas e raras vezes visíveis ao comum mortal, as Bruxinhas das Abóborinhas, eram tidas como criaturas empreendedoras, empáticas, adaptáveis e funcionais. Por diversas vezes, tinham salvo de situações, enfim, infelizes, caricatas e peculiares, os habitantes de Vila de Cima que, por isso, as respeitavam e, eternamente, lhes estavam agradecidos. No entanto, como levantar o feitiço que se abatera sobre Vila de Baixo? Num vislumbre ténue, irradiando do céu iluminura, a Madre Superiora da Escola das Bruxinhas das Abóborinhas, eclodiu. A um toque gracioso de magia cintilante, num malabarismo intemporal e certeiro, aproximou-se da encosta das abóborinhas, apontou a sua varinha mágica e desfez o feitiço. Uma explosão de estrelas, confetti e purpurinas envolveu Vila de Baixo. A vida pacata, feita de hábitos, retornara. Vila de Cima e Vila de Baixo, esqueceram o sucedido, eliminaram das suas memórias colectivas aquele momento no tempo e no espaço. O universo recompôs-se, retomou o seu equilíbrio e as Bruxinhas das Abóborinhas desapareceram num blink of an eye. Queremos mesmo que os humanos acreditem que elas existem?

Fundação Manuel Cargaleiro

A Fundação Manuel Cargaleiro foi instituída em 31 de janeiro de 1990 pelo artista Manuel Alves Cargaleiro, e reconhecida como entidade de utilidade pública, em Diário da República II Série, nº 79, de 05 de abril de 1991.

A Fundação visa genericamente fins de natureza cultural e artística, tendo por principal objetivo a criação, organização e administração do Museu Manuel Cargaleiro, como forma de exibir e estudar o acervo artístico da Coleção de Arte da Fundação.

Aquando da criação da Fundação, o mestre Manuel Cargaleiro doou uma parte considerável da sua coleção pessoal para dar início à coleção da Fundação então constituída, de modo a garantir a sua divulgação através da promoção de exposições temporárias e itinerantes. Verifica-se assim, que a coleção é formada por vontade expressa do artista e fundador, podendo por essa mesma razão ser fechada ou aumentada por sua decisão. Presentemente a Fundação Manuel Cargaleiro comporta um acervo de cerca de dez mil obras, que para além de Manuel Cargaleiro se encontram representados cerca de trezentos artistas de nacionalidade portuguesa e estrangeira, sendo na sua grande parte grandes referências artísticas.

in www.fundacaomanuelcargaleiro.pt

Júlio Pomar

Nasceu em 1926 em Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e Porto, tendo participado em 1942 numa primeira mostra de grupo, em Lisboa, e realizado a primeira exposição individual em 1947, no Porto, onde apresentou desenhos. Nesses anos a sua oposição ao regime de Salazar acarreta-lhe uma estada de quatro meses na prisão, a apreensão de um dos seus quadros pela polícia política e a ocultação dos frescos com mais de 100 m2, realizados para o Cinema Batalha no Porto. Permanece em Portugal até 1963, ano em que se instala em Paris. Actualmente vive e trabalha em Paris e Lisboa.

in ateliermuseujuliopomar.pt

A Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença crónica que afecta o sistema motor, ou seja, que envolve os movimentos corporais, levando a tremores, rigidez, lentificação dos movimentos corporais, instabilidade postural e alterações da marcha.

A doença surge quando os neurónios (células nervosas) de uma determinada região cerebral, denominada substância negra, morrem, sendo que, quando surgem os primeiros sintomas, já há perda de 70 a 80% destas células.

Em condições normais, estas células produzem dopamina, um neurotransmissor que ajuda a transmitir mensagens entre as diversas áreas do cérebro que controlam o movimento corporal.

Assim, quando as células da substância negra morrem, os níveis de dopamina tornam-se anormalmente baixos, o que leva a dificuldades no controlo do tónus muscular e movimentos musculares, afectando, portanto, os músculos quer durante o repouso quer quando em actividade.

in www.parkinson.pt

 

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