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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Musicalidades Random Revival

Cocteau Twins - "Victorialand"

Mika - "Happy Ending"

Seal - "Secret"

3 Doors Down - "Here Without You"

Creed - "One Last Breath"

Robin Williams - "Angels"

Radiohead - "Fake Plastic Tree"

The Waterboys - "The Whole of The Moon" 

Madredeus - "O Pomar das Laranjeiras"

 

A Fada do Adeus

Alguém ainda acredita em fadas? As crianças que, supostamente, algures bem lá no fundinho, abafadas pelo ser adulto, ainda existem em nós? Sobranceiramente, a essência das fadas quer espreitar sob o véu velado do subconsciente consciente e segredar-nos ao ouvido interno que não faz mal acreditar. Há fadas de todos os tipos e para todas as ocasiões, mas a Fada do Adeus é muito especial. Só visita os puros de coração e os puros de coração são cada vez mais raros. Já não se reconhecem apenas num vislumbre e as fadas ficam confusas, perdem as suas referências e não os conseguem captar. Um Adeus é algo de muito poderoso e mexe com as emoções complicadíssimas de crianças e adultos. Seja um Adeus temporário ou definitivo, real ou fictício, improvisado ou meticulosamente planeado, a rudez e a brutalidade dos impactos nos que nele estão envolvidos, condiciona e canaliza a inteligência emocional para estados de alma duvidosos. Por vezes, um Adeus pode revelar-se positivamente. Pode libertar os grilhões que aprisionam o corpo e a mente, pode salvar vidas, pode espantar fantasmas, pode elevar o melhor de cada um. Assim, a Fada do Adeus tem um papel preponderante na guidance do sentir e a perspicácia é implícita na roda viva de patamares emocionais que vão sendo vivenciados e experimentados pelos intervenientes nos processos motivacionais que vai observando. Apesar de parecer uma análise de racionalismo extremado, a sensibilidade, o bom senso e a ponderação da Fada do Adeus melhoram indiscutivelmente o bem-estar de todos quantos têm a sorte de se cruzar na sua senda centenária. Aquele sopro discreto nas faces e o empurrão, por vezes, um tanto ou quanto atabalhoado e incompreendido com que nos incita, é, no entanto, o impulso expedito que nos faz querer ser melhor e ir mais além. Acreditemos, por isso, nas fadas e na sua magia. Ou na nossa. Que existe. Basta acreditarmos nela.

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