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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Como Aumentar a Produtividade da sua Sales Team?

A produtividade é basicamente definida como a relação entre os resultados obtidos e os recursos utilizados. Os resultados obtidos são definidos em unidades quantificáveis e valor do trabalho; nos recursos utilizados consideram-se, entre outros, os recursos humanos, a tecnologia e as instalações. Quanto maiores forem os resultados obtidos ou menor a quantidade de recursos utilizados maior será então a produtividade.

As Etapas:

A 1.ª é a definição dos indicadores de produtividade. Estes devem estar directamente relacionados com o mercado em que se situa, o conhecimento da organização, a força de vendas e serem quantificáveis.

A 2.ª é a criação de valores de referência para a equipa e cada comercial. Ou seja, a criação de um patamar "satisfatório" e outro que se poderá de denominar de "ideal". O desempenho deve situar-se no interior destes patamares. Recordar que a equipa é constituída por diversos comerciais e estes devem ter um plano de crescimento individual alicerçado no nível de desempenho actual e nos objectivos colectivos. Quando isso acontece, as sinergias serão evidentes, alavancando o desempenho.

A 3.ª é a definição dos factores determinantes para o desenvolvimento da produtividade dos comerciais e equipa. No caso dos comerciais, a especificidade é um elemento preponderante, em virtude de cada caso ser um caso.

A 4.ª etapa é a execução dos planos de melhoria contínua, individuais e colectivo.

A 5.ª e última consiste na avaliação e aperfeiçoamento do trabalho em execução, através da prática de feedback permanente.

in Revista Marketeer (adaptado)

8 Frases que um Bom Líder Nunca deve Dizer

1.”Agora não tenho tempo”

2.”Porque sempre fizemos assim”

3.”No que é que estava a pensar?”

4. “Deixe estar, eu faço”

5.”Ele faz melhor trabalho do que tu”

6.”Tu não percebes”

7.”A tua perfomance individual pode afundar a empresa”

8.”Porque eu disse!”

in Revista Human Resources

A Casa da Vila

As casas caiadas, de persianas esbatidas de despropositado verde ignóbil, portas vidradas de soleira intemporal e desacatos esquecidos, escondem no aglomerado manto branco uma casa diferente, a Casa da Vila. A Casa da Vila é amarela. Está pintada de um amarelo escandalosamente vivo e tremebundo. Ninguém gosta muito de se aproximar daquela casa. Dizem que é lá que vive, ainda, bem fechada a sete chaves na debilitada mente escura da matriarca ancestral de uma estranha família, cuja cataxia aparatosa se desvanece sempre que alguém tenta descortinar o sentido da história da dita família, acontecimentos idos que alabirintaram os caminhos da velha senhora e das gerações vindouras. Escondem-se segredos há muito, na Casa da Vila, mas ninguém parece querer mexer no passado. O presente vive-se e o futuro nunca se sabe se será, por isso, a matriarca, entreconhece a mudez espaçadamente e quando lhe apraz. Todos cochicham, todos acalentam a imaginação fértil, todos querem saber, mas, na realidade, ninguém sabe. O mordomo e a criada da matriarca afiguram-se inalcançáveis. Ninguém lhes arranca um único trejeito, movimento ou eufonia. Sabe-se que a visita um sobrinho que mora lá longe, para trás do sol posto, nas terras de nenhures e de ninguém. Emigrou e fugiu do seu destino. Mas, também pouco se sabe sobre este ser espectral. O certo é que a Casa da Vila parece sempre envolta em nevoeiro matinal que teima em dispersar, talvez porque os espíritos que a habitam padecem de saudade terrena e teimam em ficar. O sol quer abrir os seus quentes raios e iluminar a casa, mas um aceno aos Deuses, por parte da matriarca, agoiram as intenções e, assim, as intenções não passam disso mesmo. Houve, no entanto, uma mudança. No início de Maio último, uma pequena rosa vermelha começou a despontar, como que por artes mágicas ou extramundanas, numa das paredes da Casa da Vila. Dizem, agora, as gentes locais, tratar-se da reencarnação da alma sofrida de uma das filhas da matriarca. Alguém conta que a matriarca teve três filhas e um filho, mas nunca se lhes ouviu um riso, um som, uma conversa ou tão pouco, almas ou os corpos. Morreram em petizes, talvez. Navegamos por mares desconhecidos, enfrentamos suposições, condicionamentos, constrangimentos, inquisições, especulações. A verdade sobre a Casa da Vila e sobre a sua matriarca, sobre a rosa vermelha, jamais será conhecida, mas o gnosticismo subentendido deixa no ar aquele quê de curiosidade despertada para eventuais futurologias mais aventureiras e indagações mais profundas. As gentes locais, piamente descrentes, acreditam que não. O momento certo chegará. O porvir o dirá.

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