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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Nothing is That Certain in Business

Much of the failure of long-term strategizing arises not from its difficulty but from confusion about how to do it. When hard strategic choices loom, executives ask their experts what the future will look like. The experts — middle management, analysts, engineers, consultants — aren’t asked to provide a comprehensive view of possible futures and their probability of occurring. They’re asked for a description of a single future or several possible futures for consideration.

With exquisite mock precision, they describe these highly specific futures, shrugging off uncertainty on the grounds that the future is ultimately unknowable. Risk is relegated to a qualitative discussion of potential problems, often resulting in an upward adjustment of the discount rate to compensate for the lack of accounting for uncertainty in the overall analysis.

But the uncertainty of the future is no excuse for less rigor or clarity. A consistent, quantitative perspective on uncertainty not only builds the best foundation for making good management decisions but also provides a platform for developing a shared understanding of trade-offs, bridging disagreement and establishing accountability.

by Peter Hopper and Carl Spetzler (adapted excerpt)

As 35 Horas

Todos temos a noção de que quantidade não se traduz, necessariamente, em qualidade. Assim é, factualmente falando, e assim se comprova realisticamente nas acções e operações concretas observáveis no terreno. Portanto, isto quer dizer que boa produção não implica como consequência imediata (ou no médio/longo prazo) um regime extraordinariamente intensivo de jornada em continuo e continuada, para além do humanamente concretizável e rentável, porque, a partir de um certo limite a marginalidade do lucro real desta medida escasseia, regride e deixa de ser recompensadora. O retorno é mínimo e minimizado. O que importa realmente, é o que se produz e com que resultado, qualidade, eficiência e eficácia, num determinado espaço temporal minimamente aceitável como padronizado pelas leis naturais do trabalho. E como quantificar, sem enviesar, este espaço temporal minimamente aceitável? As culturas corporativas variam, as culturas nacionais idem, as condições de trabalho e o ambiente de trabalho são mutáveis e não estanques e a personalidade/individualidade de cada um, não é como a de cada qual, assim como as suas interacções sociais e as respectivas dinâmicas tribais/grupais. Talvez, por isso, dificilmente, em termos práticos e pragmáticos, se vislumbre resultado positivista na incrementação de uma hora diária de labuta. Por certo, não se resolverá o que não se resolveu nas restantes horas. Aquela hora, por si só, não determina, nem compromete, obrigatoriamente, o resultado da jornada, até porque, os ritmos humanos fisiológicos determinam que a concentração de um adulto é condicionada quer por factores internos, do próprio, do seu eu, do seu estar, do seu sentir, quer por factores externos, ambiente de trabalho, preocupações familiares, condições contratuais, pertença ao grupo, etc. O ideal seria descobrirmos a fórmula perfeita, a contento de todas as partes interessadas, de articularmos todas as variáveis intervenientes e interventivas, mas, somos apenas humanos mortais e a impulsividade, a emotividade, a imprevisibilidade, o viver by the edge e o momento fazem parte da maior parte de nós e da nossa natureza, muito para além do tranquilizador e reconfortante, racional. Há que buscar o equilíbrio e balancear os prós e os contras, há que concertar estratégias mais eficazes e eficientes, há que não descurar o facto de que tentamos invariavelmente ser todos iguais, mas, objectivamente, sermos todos muito diferentes. E para bem da continuidade civilizacional, é isso que nos faz questionar, progredir e evoluir. As diferenças. A discussão está ao rubro. Tentemos tirar o melhor dela. Para todos.

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