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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Governar Sem Políticos (Continuum) - A Universidade Elitriste (Parte II)

Fala para crianças. Discursa para bebés. Descobriu que o fascínio destes pequenos futuros seres crescidos por ele é verdadeiramente envaidecedor. Vangloria-se com os seus ensinamentos. Irradia anos de frustrações recalcadas, deslizando, ora pela esquerda, ora pela direita, um pano branco e imaculado de palavras conciliadoras e reconfortantes. O engano das gentes. Congratula-se com a manobra de diversão que enceta ali, à frente de tudo e de todos, para dissimular o seu desejo de amor das hostes acalentado infinita e esgotantemente no beco sem saída de uma infância agreste e descrente de pai ausente e mãe carente. Perfilha-se um final assaz inibido de conclusão. As gentes futuras crescidas em estágio para a iluminura findável ou, quem sabe, infinitamente infindável, coscuvilharão mensagens subentendidas ou explicitamente explícitas, na esperança da glorificação massificadora do seu orador e mentor, o que reverterá a seu favor, anos mais tarde quando todos se reencontrarem nos tachos de elite da mega panela política de cargos inventados, mas reais.

Governar Sem Políticos (Continuum) - A Universidade Elitriste (Parte I)

Ouvia-se o silêncio numa sala estéril e inconsequente. Esvaziada de mentes. Morta de espírito. Branca de cores. Pintalgada, aqui e ali, por datashow presentations graficamente elaboradas ou powerpointement compiladas. Inconsequente de gentes. Inconsequente de gentes, porque a falácia probatória do discurso desconexo trouxe um estado de (des)pensamento imaterial resignado ao tempo fechado da iliteracia profusa de sentidos não sentidos, duplos na sua interpretação infantil. O orador percorria os cantos da memória, recorrendo a uma experiência enriquecedoramente falhada, mas, curiosa e inexplicavelmente aplaudida de camarote pelos Nothingham Sherifs do so called 1º Mundo Desenvolvido! E o discurso era fluído em teorizações standardizadas e conceitos adulterados, mas vigorosamente em vigor. Ou não. E as gentes estudantis ouviam. Provavelmente, alguns escutavam. Outros compreendiam o incompreensível. Outros ainda sonhavam acordados com o pesadelo que vivenciavam, desprovido de lógica racional (ou não) e de valor real que se possa apreender nos desaires quotidianos. Comungar os princípios da nação dirigente, daquele ser falante iluminado por brisas obscuras que provêm de mentes conciliadoramente castradoras, adormece o espírito alerta e aguçado dos (ainda) despertos sub-iluminados presentes na sala. O orador não se cansa. Bebe o que apregoa. Acredita na sua realidade. Fomenta e alicerça os pilares da geração espontânea de idiotas ignorantes que se irão formar nas filas controladas da produção em série de gentes elitristes. Falar dele (do orador) é falar de um ser. Um único ser, não um ser único. Focado em si, na sua ideologia, no seu percurso brilhantemente assessorizado por recrutas em formação, mas sedentos de poder e, obviamente, carregados de sabedoria imaculada! Repete enfaticamente os mesmos conceitos.

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