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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Governar Sem Políticos (Uma Introdução) - Velhos e Novos Diálogos Políticos (Parte II)

Renovam-se os votos, renovam-se as vontades, manifestam-se as esperanças, deixa-se de questionar e o cérebro ilude-se e adormece, finalmente, a bem de um todo maior e melhor. Se calhar, menos feliz, mas, ainda assim, um todo. Um todo a muitas vozes. Um todo a vozes diferentes. Um todo a vozes espaçadas. Um todo a vozes perdidas. Um todo a vozes iluminadas. Iluminadas? Tendes as vossas seguras certezas? Manifestais as vossas inabaláveis fés nos vários mundos, dos vários homens? E das mulheres? Quem são elas? Opinam afinal? Têm poder? Calam e consentem ou esperam e desesperam? Porque não são escutadas? Ouvidas, são, escutadas, não. As mulheres aguardam, pacientemente. São bravas na quest, são corajosas na jornada, são incansáveis no longo caminho da redenção não redimida. Se as escutassem, politicamente, estaríamos conquistados pela sabedoria ancestral da maternidade natamente líder de uma matriarcal família. Na senda desse caminho, os protegidos cunhados e os jobistas boysados seriam indesejados e os desprotegidos, amados e livres. A sentença aos filhos pródigos foi elevada aos céus incandescentes e caiu como uma praga mortífera, qual raio descarnado de masculinidade testosterónica, sobre os descunhados e os desprivilegiados. Mãe de Todos, juntando-se neste repovoamento espiritual, desfalece sobre os Outros a vã glória de Serem, por Serem e não por Terem e ensina-os a socializar, sustentabilizar e ambientalizar, para além de politicar o túmulo projetado de um futuro sem rumo e sem virtuosidade. Um futuro sem filhos.

Governar Sem Políticos (Uma Introdução) - Velhos e Novos Diálogos Políticos (Parte I)

Falar de políticos é sempre ingloriamente ingrato. O cidadão comum, ignorante na sua inocência virginal política, deixa-se embriagar pelo discurso difuso e falacioso de um certo dom palaciano para a arte do engano vocal, oralizado e declamado, com determinismo irrefutável e malícia tão explicitamente (des)escondida. Soubesse hoje o que não soube ontem, o povo, na sua imaculada esfera mirabolante de tentativa destentada de gradual descontrole moralizante e afincada desconexidade de paupérrimas intelectualidades mundanas (desenganem-se os que estimam literacia avolumada no magote da nação) e quiçá macroglobalizantes, paralisaria a inveja alheia dos pseudo europeus (in)ativos assumidamente euristas que subscrevem, incessante e continuadamente, os manifestos concelhios das eutrofizações economicistas, espontâneas e/ou manipuladas, com antevisões progressistas de regressão linear estigmatizada, pelo crescente equacionar de um vaticínio politicamente correto, na sua incongruência terminal.

A imposição pacificadora de um estado de subserviência vegetativa, consuma-se numa assustadora película ficcional, de argumento vocacional incerto, com protagonista ou protagonistas maquilhados de propensão narcisista freudiana, espelhados no templo absolutista do caráter imoral da moralidade pontual czariana. O diálogo monolizante destes destemidos fantoches permissivos, quebrou a barreira do som viral e do gay status que embrenhou, durante anos a fio, o canal neural sensitivo do espírito desvanecido e crespado da alma aleatória.

Cansaram-se de os ouvir, quando os começaram a escutar. Refugiar-se nas expetativas frustradas do pavão ofuscante de plumas reviradas para si mesmo, camuflou a verdadeira essência da natureza popular na demanda pelos (des)encantos políticos. Quem ofereceria uma outra vida? Aquela que todos sonham? Aquela que todos querem? Aquela que é capaz de encetar progressivamente num todo desunido uma união, ainda que temporária, na eterna busca pelo efémero e pelo THE family guy spiritus andante?

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