Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Desenvolvimento Organizacional e Direito (Parte II)

De uma maneira geral e consensual, assumem-se como valores base...

... o Respeito e a Inclusão, defendendo-se a partilha equitativa na acreditação das opiniões de todos e aceitando-se as suas diversas perspectivas e abordagens – ora, estas são premissas validadas pelo Direito, uma vez que na relação “Agente da Lei” Cliente/Cidadão, são cruciais para uma comunicação assertiva, empática, produtiva e conclusiva no desfecho da grande maioria dos processos, sendo que não há lugar a qualquer tipo de discriminação na representação/defesa do Cliente/Cidadão;

... Colaboração, que fomenta e encoraja a construção de relações estáveis e duradouras entre os stakeholders - reflecte-se este valor e é crucial, nas relações que se estabelecem entre “Agente da Lei” e Cliente/Cidadão, uma vez que a confiança é fundamental e determinante para reforçar a fidelização e estimular uma subsequente base de trabalho, isto é, o Cliente/Cidadão irá, no futuro, recorrer a quem confia e em quem acredita e o “Agente da Lei” irá garantir a capitalização do seu trabalho e o seu sustento remuneratório se o Cliente/Cidadão voltar a procurar os seus serviços;

... Autenticidade, buscando-se a verdadeira essência do autêntico e congruência na acção, encorajando-se estas qualidades comportamentais no Cliente – uma vez mais, conseguimos estabelecer uma analogia com o Direito, visto que a promoção destas qualidades comportamentais no Cliente/Cidadão, regidas pelos valores e princípios incutidos quer socialmente, quer pelo “Agente da Lei”, resultam numa consolidação dos fundamentos existenciais do próprio Direito;

... Auto-Conhecimento, procurando-se assumir um compromisso pessoal para com o desenvolvimento da própria auto-percepção do eu e das skills interpessoais, o qual se traduz numa aprendizagem ao longo do tempo – e aqui, a capacitação dos intervenientes no palco do Direito, quer seja através dos seus percursos pessoais, académicos, profissionais ou situacionais, reverte garantidamente num “Agente da Lei, Cliente ou Cidadão muito mais atento, eficaz, eficiente e socialmente mais responsável nas suas relações;

... Empowerment, focalizando-se os esforços organizacionais na prossecução da helping hand aos stakeholders, incentivando-os a desenvolverem a sua própria autonomia para, no futuro, se criarem relações que se querem mais produtivas e com um retorno de satisfação maximizado exponencialmente – desta feita, a analogia centra-se na pessoa “Agente da Lei”, Cliente ou Cidadão e traduz integralmente a busca constante dos actores na catalisação dos valores e princípios básicos da existência humana, reforçando-se a responsabilidade pela cidadania inteligente, com preocupações de sustentabilidade e promotora do bem estar individual e social.

Desenvolvimento Organizacional e Direito (Parte I)

Muitas vezes parece que, tendo em conta, a interiorização de definições pré-concebidas sobre o conceito holístico de Desenvolvimento Organizacional e sobre o entendimento conceptualizado do Direito, tal como ele é configurado, somos, ainda que inadvertidamente, levados a repelir eventuais analogias e potenciais comparações entre ambos. E isso é uma ilusão aparente, mas não propositada.

Uma das definições clássicas para “Desenvolvimento Organizacional”, divulgada pela Organization Development Network, foi elaborada e apresentada por Richard Beckhard’s, no seu livro de 1969, “Organization Development: Strategies and Models”.

 

“Desenvolvimento Organizacional é (1) um esforço concertado e planeado, (2) que envolve e abarca a globalidade da organização e que (3) é coordenado pela Gestão de Topo, com o intuito de (4) aumentar a eficácia da organização e a excelência da sua performance, através de (5) intervenções cirurgicamente planeadas na organização e gestão dos seus processos, utilizando como base de trabalho o conhecimento proveniente do estudo da Ciência Comportamental.”

Adaptado para Português, a partir da definição clássica e original do Autor Richard Beckhard

 

De acordo com a mesma fonte, e numa abordagem mais contemporânea sobre a temática, “Desenvolvimento Organizacional” também se pode definir (numa adaptação livre do texto original, ODNetwork) como “sendo uma dinâmica de aproximação a valores basilares intrínsecos aos sistemas de gestão da mudança nas organizações e nas comunidades, implementada com a intenção de se criar e desenvolver competências organizacionais que visam alcançar, sustentavelmente, um novo state of mind ou mind set que beneficie quer a própria organização, quer toda a comunidade envolvente, local e global. “

Assim, a filosofia subjacente à aplicação prática efectiva deste modelo organizacional intui consequentemente que há toda uma série de valores e princípios que nos guiam quer o comportamento, quer as acções diárias, isto é, pressupõe que assumimos determinada postura ou praticamos determinado acto, porque nos regemos por um conjunto de regras determinantes para a nossa interacção pessoal e relacional, enquanto indivíduos e cidadãos socialmente responsáveis.

Ora, o Direito está precisamente associado à ideia de ser consubstanciado por um conjunto de regras de comportamento social, que têm no seu quadro de referência orientador valores e princípios morais e moralizantes, aceites no seu todo ou individualmente para a prossecução da defesa dos direitos e cumprimento dos deveres em comunidade. E é precisamente esse comportamento social, característico e identificativo, dos “Agentes da Lei” que garante a articulação, a dinâmica e a ligação natural entre “Desenvolvimento Organizacional” e Direito. A consonância, a sintonia que se verifica, faz a ponte entre o modelo em análise e o Direito que preside à nossa vida em sociedade.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub