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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

O Canto da Casa com Mais Movimento

Todos temos o nosso. Escondido dos outros. Esforçamo-nos por preservá-lo imaculado, mas todos acabam por convertê-lo num antro desgovernado de passagem diária. Temos, assim, de descobrir um segredo que existe, mas que está encerrado no coração dos actores da vida.

As divisões compartimentam a planta desenhada com funcionalidade, afinal, pouco prática. Na realidade, a disfuncionalidade dos seres iluminados transpôs-se para a inutilidade da esquadria dimensional repetitiva. São usualmente reconhecidas como assoalhadas de sonhos prometidos, materiais de qualidade e acabamentos de luxo, mas aqui, desapareceram por labirintos de portais espaciais surreais. O artista desenhador esqueceu-se do nosso querer. As ideias estarão por lá, perdidas na amálgama de paredes e portas e janelas, mas o nosso canto perdeu o encanto, porque não é nosso. Nunca foi. É de todos. Mas, até que se gosta assim. Os cantos perdidos da nossa casa. Quem não os tem? E quem não os quer?

E então? Qual preferes?, perguntei-lhe eu. Cozinha, sala, quarto, sótão, cave, garagem... O sítio dos alimentos comestíveis, porque os há intragáveis., respondeu. Aquele sítio onde os preparamos, confeccionamos e, eventualmente, os ingerimos, sem agoniarmos logo de seguida. Sorri. Porquê?, voltei. Porque é lá que corre a nossa vida, que contamos histórias, que reunimos a família, que rimos e choramos, que está quentinho, ameno e aconchegante como um cobertor macio. Porque nos distraímos com tarefas aparentemente insignificantes de alma elaborada de Grand Chef que nos trazem felicidade, satisfação e alegria, ainda que todas elas temporárias e relativas, consoante os gostos degustativos de cada qual.

Definitivamente, o Canto da Casa com Mais Movimento para alguém.

William Butler Yeats

We make out of the quarrel with others, rhetoric, but of the quarrel with ourselves, poetry.

Yeats: 'Anima Hominis´, 1917

 

The Old Men Admiring Themselves in the Water

I heard the old, old men say,

'Everything alters,

And one by one we drop away.'

They had hands like claws, and their knees

Were twisted like the old thorn-trees

By the waters,

I heard the old, old men say,

'All that's beautiful drifts away

Like the waters.'

Yeats: 'In the Seven Woods', 1904

 

On 13 June 1865, William Butler Yeats was born in Sandymount, a coastal district of Dublin in Ireland.

His father was John Butler Yeats, who had abandoned a lawyer's career to became a painter. William's mother, Susan Mary, née Pollexfen, came from a family of prosperous Protestant traders, originally in Devonshire. The boy's brother, Jack, would eventually become renowned as an artist.

Certainly, Yeat's poems offer much to affront or challenge socialists and feminists. Anyone, however, should be able to relish his vivid eloquence, his epitomising power, his distinctive command of a wide emotional range, his self-dramatisations and his evocations of a great cast of characters.

In the democracy of poetry, Yeat's multiplied voice sounds proudly, loud and clear.

Cedric Watts

 

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