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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Maria Helena Vieira da Silva

Quero pintar o que não existe como se existisse.

Não sei bem se escuto ou vejo.

Maria Helena Vieira da Silva nasce a 13 de Junho de 1908, filha de Marcos e Maria da Graça Vieira da Silva.

Em 1928 instala-se em Paris.

Em 1930 casa-se com o pintor húngaro Arpad Szenes.

É autora de uma obra marcante visualmente, imediatamente identificadora do trabalho extraordinário da artista, quer pelas nuances de cores características, quer pela pormenorização da perspectiva introduzida nos cenários que vai criando e do traço bem definido, de contornos intensamente delineadores e rectilíneos, quer pela reprodução de uma realidade existente num imaginário transposto do sonho. 

Deux villes ont marqué la vie et l'oeuvre de Maria Helena Vieira da Silva: Lisbonne, sa ville natale, où elle a vécu jusqu' à l'âge de 18 ans, et Paris, ville de son choix, où elle est devenue l'une des figures principales de la seconde école de Paris.

Maria Helena, fille unique issue d'une famille libérale et intellectuelle, manifestait dès son enfance une préférence pour la bibliothèque de son grand-père - foundateur d'un journal important - où les jours s'écoulaient en feuilletant livres, catalogues et albums de photos.

Passionée par la musique, elle découvre cependant très tôt sa vraie passion: la peinture et la sculpture.

L'ìnfluence de la culture française subie dans son milieu familial a été également déterminante.

Aussi n'est-il point étonnant qu'au moment décisif "d'apprendre son métier", comme elle le dit souvent, elle ait choisi la ville de Paris où vivaient, et ce n'etait pas là un basard, les grandes figures des arts.

Mocho

Sombra na escuridão, fantasma inesperado, canto assombrado de desconcerto feito, o mocho hipnotiza com o seu olhar expressivo e acutilante, a sua mítica e intemporal sabedoria, os seus movimentos rítmicos e rotineiros, a sua graciosidade tocante e a sua cativante e cândida personagem figurada de mística, embebida em travos turvos de exuberante e envolvente magia efémera.

Quando olhava para ele, expectante, na penumbra da floresta encantada, perdi-me no tempo e regressei ao passado das histórias e das lendas audazes, das tradições e vontades perdidas, dos espelhos mágicos e das criaturas dos contos de fadas. Petrifiquei. Fiquei estática. Esperei. Nada aconteceu.

O mocho inquietou o meu espírito, mas nunca se mexeu. A imobilidade temporária, manteve o seu status quo resiliente.

Quando, finalmente, me mexi, abriu, então, num momento de inesperada fantasia, as asas, libertou-se dos espectros embrenhados, do manto do conhecimento, que caiu sobre mim, e voou para longe, para bem longe, não sem, no entanto, olhar para trás num último adeus sentido. E compreendi.

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