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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Costa e Rio

Apesar de não fazer parte dos 2,5 milhões de espectadores, votantes ou não, que assistiram ontem ao tão esperado debate entre António Costa e Rui Rio, os excertos acompanhados revelaram-se suficientemente representativos das propostas defendidas por cada um dos candidatos. Ambos, figuras de relevo, gigantes de partidos opostos e opositores, numa discussão civilizada e natural que transpareceu linhas estratégicas manifestamente diferenciadoras e operacionalização ainda mais distanciada, se mostraram à altura do desafio e das subtis provocações de entrevistadores e opositor. As posições, posturas e visões de cada um, marcadamente antagónicas, não surpreendem e caracterizam a linha histórica de actuação do partido defendido, bem como a ideologia subjacente a essa mesma linha estratégica. Nada de novo, portanto. No entanto, este foi um debate importante para a (re)definição de intenções de voto e conquista de eleitorado eventualmente indeciso. Ou não. A grande luta não se regista entre esta direita e esta esquerda, mas entre esquerdas e, talvez, aparentemente, entre direitas. A angariação de votos é, por isso, decisiva para partidos que têm visto o seu eleitorado esfumar-se numa onda radical de mudanças, ainda que maioritariamente temporárias. As decisões de voto, desta vez, serão definitivamente muito mais autónomas e talvez revertam anteriores intenções de voto, conduzindo o sentido da votação para a força política com que cada eleitor se identificava verdadeiramente, antes da “geringonça”. O à vontade foi uma constante, sem constrangimentos de maior a registar. Convicção e determinação. Argumentação e contra argumentação. Fluidez de discurso. Discurso político. O que extraímos então, desta interacção de rivais? Programas de governo reveladores de muitas e boas intenções, algumas, talvez, nem por isso, mas fazem sentido analisando a ideologia partidária subjacente, no entanto, fica-nos sempre a dúvida: e a real concretização das boas intenções? É certo que o governo actual tem feito um trabalho intenso e extenso, na tentativa de reposição de direitos e benefícios perdidos, durante os governos anteriores. O problema real é sempre o mesmo: há coisas que funcionam e outras que não, há decisões que se revelam boas e outras que não, há políticas que fazem a boa diferença e outras que não. E, depois, temos sempre o problema de continuidade. As políticas totalmente repensadas, aquando da eleição de um novo governo, especialmente quando o mesmo é de outra ideologia partidária, que não a do anterior. Na realidade, somos cobaias, vítimas constantes de experiências que umas vezes resultam, outras, nem por isso. Mas, é assim mesmo em política. Valores mais altos se elevam e o comum mortal, não faz parte desse quadro referencial social mais além e supostamente mais iluminado. Resumindo, os excertos de debate não trouxeram propriamente nada de novo. O debate serviu apenas para os candidatos reforçarem posições e consolidarem ideias. A decisão final de voto faz parte da consciência individual, das expectativas pessoais do eleitorado e cabe, em última análise, como é óbvio, a cada um de nós.

Humanizar a Gestão

Realidade contundente e avassaladora que desmaterializa a aversão empresarial à ética, socialmente responsável. As eternizadas best practices, que de tal, pouco ou nada têm, quando aplicadas descontextualizadas ao negócio, primam por um misticismo sobrevalorizado. Ou, talvez não. Na realidade, as pessoas fazem mesmo a diferença. E será errado assumir que quem conhece bem o negócio, de experiências anteriores, ocupará a nova função de forma mais eficaz e eficiente. Abrangentes que são as famosas soft skills, revela-se fundamental, para além das technical skills, a capacidade de ajuste à mudança, a inovação, a imaginação, a criatividade e a visão 360º, numa perspectiva ousada e disruptiva. Quebrar o tradicionalismo da função, pode efectivamente revelar-se bastante mais produtivo. Assim, uma vez mais, as pessoas fazem mesmo a diferença e, apesar da futura e incontornável, interacção entre humanos e bots (mais ou menos inteligentes), a mente e o pensamento humanos primam pela sua imprevisibilidade e é isso que realmente, no fim, na resolução de critical disasters, faz toda a diferença. Capacidade real de improviso.

Humanizar, continua, por isso, a ser fundamental, um trunfo profundamente diferenciador, um factor crítico de sucesso. As pessoas são a chave.

A gestão assenta basicamente nos pilares financeiro e económico; uma empresa tem de gerar lucro. E se esse lucro se converter num retorno social e humano, muito mais vivenciado e qualitativo? Se não nos preocuparmos apenas tão só com a quantificação de data? Se a tal visão, missão e acção eticamente responsável, for mais sustentável e ética? Não só no papel, mas na vida diária, na rotineira pasmaceira dos nossos stressados accountants? Os indicadores sociais, reflectidos nos relatórios sociais e de sustentabilidade do meio empresarial, iniciam um caminho que se quer mais activo, mais prático, e menos teórico. O esforço é grande, mas passa pelas pessoas, não só pela liderança, mas também pelos operacionais, sendo que as chefias intermédias representam um meio-termo de extrema relevância neste equilíbrio frágil de forças dinâmicas.

Queremos pessoas mais felizes e produtivas. É este o mote, no entanto, só agora se dão os primeiros passos neste sentido. É que as best practices traduzem ideias fenomenais, na grande maioria das vezes, mas têm que ser constantemente limadas e aperfeiçoadas, sob pena dos erros que se vão cometendo, não serem nunca ultrapassados com sucesso e com retorno positivo para todas as pessoas, intervenientes directos ou indirectos.

Assim, humanizar a gestão é urgente, mas essa acção passa pela intervenção de cada um de nós, mantendo o thinking out of the box alive, e tentando fazer juízos de valor mais positivos e críticas mais construtivas. Afinal, todos somos humanos e todos, mais cedo ou mais tarde, erramos.

A Inabalável Convicção da Incerteza

Rastreada que é a distância entre este mundo e outros, fidedigna ou não, a invariável conjuntura mental da incerteza constante, inibe o pensamento mais abstracto. O ser pensante é descrito como inteligente. Na realidade, a inteligência é muito relativa. Assim, a incerteza de nada ser e de nada se saber, é real e realista. Todo o conhecimento passado inter e intra geracionalemente, é filtrado por uma minoria que determina e conduz os destinos, talvez mais obscuros, do mundo. Infelizmente, nem sempre os escolhidos são os melhores representantes da inteligência, emocional, racional e/ou social, humana. Em boa verdade, o espectro é bastante restrito no que concerne a saber e sabedoria, que precisam de ser equilibrados por uma boa dose de ponderação e bom senso. O dinheiro fácil alicia a grande maioria dos impudorosos humanos. Quem não se deixa sonhar com o verde da ilusão temporária? Ajuda, sem dúvida! É consensual. Mesmo esses congéneres iludidos, que certeza têm do amanhã? Até o agora, é incontrolável. O que é agora, já não é daqui a uns miseráveis e imparáveis segundos. Acreditar que se pode fazer a diferença, também é castrador. O mundo precisa de um mind thinking arrojado e disruptivamente disruptivo. O ser, estar, pensar, disruptivo, tão em voga na conceptualização da New Age Management, nada mais é do que incerteza. A certeza de que apresentamos ideias inovadoras, criativas e tecnologicamente avançadas é temporária e, na grande maioria das vezes, traduz-se em verdadeiros flops. No entanto, é toda esta dinâmica ousada que nos permite, com convicção inabalável, crescer e evoluir sustentavelmente. É uma verdade incómoda aquela que nos obriga a aceitar a nossa incapacidade de melhorar enquanto espécie, e de melhorar o nosso planeta. A verdade é que somos socialmente individualistas e temos uma tendência natural para a destruição, nossa, mente e corpo, e do nosso habitat. Parece ser intrínseco à nossa natureza humana. Isso é uma certeza. Incerteza é a forma como iremos contornar os desvios erráticos da nossa espécie e da nossa sociedade, permitindo-nos manter o planeta e toda a vida, humana e qualquer outra. O grave de todo este existir é cometermos os erros e insistirmos, ou não querermos aprender com eles. O ser humano prima pelo egoísmo primitivo. A incerteza de um futuro partilhado é pois subvalorizada. Assim, estamos e existimos, sendo certo que a inabalável convicção da incerteza jamais será ultrapassada. E, se algum dia isso acontecer, será fruto de uma iluminura extraordinária, e de uma mente empreendedora e visionária que acordará a espécie humana da letargia emocional e puramente financeira que rege cada passo incerto que trilhamos, num caminho, cada vez mais, tortuoso.

As Working Horas

Demasiada convenção instituída,

Que relega invariavelmente,

Para segundo e terceiro planos,

A vida, o lazer, o descanso da mente.

 

Se pensarmos bem sobre a coisa,

As nossas horas finitas diárias,

São passadas maioritariamente a trabalhar,

Sinal de família ausente, afinal, nada a estranhar.

 

Pessoas, apenas conhecidas,

A nossa partilha e cumplicidade reaprende-se,

O que é meu, meu não fica,

A nossa história deixa de ser restrita.

 

Estranho desenrolar de eventos,

Distância e tristeza,

Horas infinitas regradas,

Horas extraordinárias extrapoladas.

 

Por vezes, noitadas,

Saídas e ausências,

Lonjura determinada,

Trabalho manipulador, redefinir a estrada.

 

Dúvidas e questões,

Avanços e recuos,

Estouvada legislação,

Abençoada descomunhão.

 

Parceiros e equipas,

Stakeholders incontornáveis,

Onde fica o coração da nossa gente,

Onde acaba a infindável estrada deprimente?

 

Estranha vida esta,

Onde os nossos entes queridos são afastados,

Onde perdemos o nascer e preciosos momentos,

Onde nos deixamos enganar por contos das mil e uma noites, infernizantes e malfadados.

 

Como recuperar a Confiança dos Cidadãos?

O envelhecimento da população, as baixas reformas e ritmo do crescimento são alguns fatores que têm vindo a deteriorar a confiança dos cidadãos. A conclusão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que publica, agora, através do Business and Finance Outlook 2019, a receita para recuperar a confiança nas instituições financeiras. Isto depois de, noutro relatório, ter elogiado o sistema de pensões português.

ler mais em eco.sapo.pt

Estas são as 3 Perguntas a que o seu CV deve Responder

O CV é o primeiro momento do recrutamento, pois é o primeiro contacto entre o recrutador e o candidato. Hoje, uma das formas de se destacar entre as centenas de candidatos a um determinado cargo.

Para conseguir passar à fase da entrevista é preciso fazer com que o seu CV se destaque. Para isso, e de acordo com a empresa de recrutamento Hays, há três questões fundamentais às quais deve conseguir responder no seu CV, e aumentar assim as hipóteses de ser contratado.

ler mais em pessoas by eco

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