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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Fadado Destino

A sensação do nascer inaudível, esbateu-se. Os séculos configuram-se audazes, mas os tempos são incertos. A descoberta do mundo e da vida abalou a inércia coagida, que permitia a visão ousada de viveres intemporais. Esperava-se que a família se unisse, num semblante não tão pesado, quanto o da imortalidade adiada. O nascimento de alguém teve, assim, um propósito. O alguém, até hoje, confuso na sua existência descompassada com a sociedade e com o existencialismo profano, não se reencontrou na magia das palavras cantadas, aquando do seu nascimento. Não devia ter sobrevivido. Não devia simplesmente existir, respirar, escutar, observar, tocar. Mas, o fadado destino estava traçado. Não lhe podia fugir. Acontece, porém, ser o escolhido. Esse alguém desconhecido. Simplório. Sem importância. O propósito, pois, do nascimento deste alguém era famigerado pela angústia da não partilha de saber, de conhecimento. Na realidade, aquele alguém ainda não estava desperto. O seu despertar revelaria maravilhas escondidas e glórias acumuladas. O evento maior do despertar, ocorreria em breve. O alguém passaria, então, a ser mesmo alguém, numa nova encarnação imaculada, proveitosa, serena, sábia e revitalizante. O fadado destino, outrora incerto, revelava-se por fim, depois de tanta sofredora espera, recompensador, justo e profusamente glorificante.

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