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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

As Descompetências

Para falarmos de descompetências temos primeiro de falar do...

Conceito de Competência

Saber

Integra o conjunto de conhecimentos que permitem realizar os comportamentos associados às competências.

Saber-Fazer

Integra o conjunto de habilidades e destrezas que fazem com que a pessoa seja capaz de aplicar os conhecimentos que possui na solução de problemas que surgem no contexto do dia-a-dia.

Saber-Estar

É a capacidade de ter os comportamentos adequados e de acordo com as normas e regras sociais, em geral, e do seu grupo familiar/de trabalho, em particular.

Querer-Fazer

O indivíduo deverá querer realizar e desenvolver os comportamentos que compõem as competências (auto-motivação).

Poder-Fazer

Significa dispor de todos os meios e recursos necessários ao desempenho dos comportamentos associados às competências.

Tendo em conta a definição conjunta e itemizada, anteriormente, do conceito de competência, descortinemos a conceptualização da “descompetência” numa óptica construtiva de desconstrução.

“Des” é um prefixo gramatical que, em geral, nega o sentido original da palavra, refere separação ou acção contrária. Neste caso, assumimo-lo como um prefixo gramatical de oposição ou seja, refere-se a uma acção contrária, isto é, a descompetência nega o sentido original de competência e deixa-nos num dilema: qual o conceito de descompetência?

Para alcançarmos o conjunto de competências tão prementemente embebido e monitorizado pela sociedade, há que passar primeiro pela fase da percepção da descompetência, ou seja, interiorizar, por observação e comparação, que não estamos intrinsecamente munidos de determinada competência.

Na realidade, se analisarmos bem a situação, compreenderemos que com mais frequência do que seria de esperar, no dia-a-dia somos frustrados pelas descompetências em detrimento das competências. A apreensão do real contrasta com o substracto da teoria que canaliza as nossas experiências e vivências para factualizações que revelam que a nossa assimilação teórica não resolve minimamente os dilemas com que nos deparamos sobremaneira.

Assim, são as nossas descompetências naturais (uterinas ou adquiridas) que nos permitem despertar para as coisas e para o mundo à nossa volta, aprender, assimilar, questionar, estar alerta e extrapolar. Se não nos consciencializarmos das descompetências, não reconhecemos nem trabalhamos as competências, porque entenderemos que nos são inequivocamente inatas. Há quem defenda que algumas competências o são. Que nascem connosco. Que precisam, apenas, de ser despertadas para que o processo de assimilação se faça espontaneamente; são as competências uterinas, as que já existiam. A informação genética parece ser também determinante na caracterização individual das competências endémicas do indivíduo. As adquiridas, são o depois. E nas descompetências, o funcionamento cadenciado e sequencial é idêntico.

Humildemente, podemos trabalhar individual ou colectivamente o conceito, porque, frontalmente, é aquele que nos faz evoluir, progredir e perspectivar realidades alternativas, aprofundar os nossos saberes, afastar as nossas dúvidas e calar os nossos medos.

Estaremos, então, preparados para enfrentar positivamente a desconstrução construtiva das nossas descompetências?

 

Carta a Uma Filha Adolescente

Minha Querida Filha,

Quero que saibas que te amo muito e que faria e tento fazer tudo ao meu alcance para que sejas feliz.

Admiro-te e orgulho-me de ti.

Percorreste uma ínfima parte do longo caminho que te espera e, por isso, há ainda muito para aprender e descobrir.

Não queiras crescer cedo demais. Tudo leva o seu tempo, tudo tem o seu tempo.

Vives o agora, o concreto e esperas que todos vejam as coisas à tua volta como tu as vês. Não compreendes porque, muitas vezes, não conseguem perceber as tuas opiniões, atitudes e comportamentos. Afinal, para ti, é o que está correto e faz sentido. E especialmente a mãe, que sempre te compreendeu e apoiou, agora, zanga-se mais contigo por coisas que achas que fizeste bem e que já tens o direito de fazer. “Já sou crescida e sei o que faço”.

Pois é, mas, com os direitos, vêm os deveres. Com o crescer, vêm as responsabilidades, as regras de boa e sã socialização, o respeito pela família e pelos mais velhos, porque a compreensão, agora mais amadurecida, assim o exige.

Quer seja em casa, na sala de aula ou na piscina, no amor, na morte, na amizade, na comunicação, na escrita, no dia a dia, há regras que todos temos de cumprir, sob pena de vivermos no caos, onde todos fazem o que lhes apetece, quando apetece e como lhes apetece.

Se um médico, numa operação, não respeitar os procedimentos criteriosamente, corre o risco de matar o doente, de ser processado pela família do mesmo e ainda incorrer num processo disciplinar interno. Se numa relação não houver respeito mútuo e o casal se agredir fisicamente, corre-se o risco de alguém se magoar seriamente e de haver danos permanentes, assim como acusações criminais que culminem em penas de prisão. Ninguém ganha. Ninguém fica feliz.

Ninguém diz que ser adolescente é fácil, ninguém diz que crescer é fácil, mas, ser mãe e pai é igualmente difícil, porque já se passou por todo o processo de ser adolescente, sabendo exatamente o quanto este processo pode ser penoso, e volta-se a sofrer duplamente, o mesmo processo, as mesmas angústias, com os filhos.

E claro, muitas vezes, na ânsia de proteger, magoa-se, sem querer, porque é muito duro ver o nosso filho prestes a cometer um erro perfeitamente evitável e desnecessário e não o podermos proteger. É realmente desesperante.

No entanto, com boa vontade de todos, paciência, comunicação, confiança e respeito mútuos, pode ser tudo muito menos doloroso e penoso e até divertido, porque se pode aprender com as experiências de todos. Basta conversar sobre os limites e sobre as regras, sem infantilidades. Todos somos razoáveis. Até os pais.

 

Com Muito Amor de Mãe.

Museo del Prado

The Prado Museum first opened on 19 November 1819, when it had the name of the Royal Museum of Painting and Sculpture, in reference to the fact that the works of art came from the collections of the Spanish monarchs.

In 1872 the collection was expanded with the arrival of works of art from the controversial Museo de la Trinidad, set up through Mendizábal's Law of Disentailment (Ley de Desamortización) of 1836, following the seizure of works of art formely owned by the monasteries in Spain.

The new museum would be one of the first to follow the French model of the Musée du Louvre (opened in 1793), whose main feature - other than its public character wich resulted from the nationalisation of the country's artistic heritage, previously in the hands of the rulling classes - was its educational and recreational functions.

in Guide Museo del Prado

Tour of Mont Blanc (TMB)

INTRODUCTION

Were it to stand alone with no near neighbour to lend it scale, the great snow and ice-crusted dome of Mont Blanc would still lay claim to the title of Monarch of the Alps. At 4807m the summit stands a good 3700m above Chamonix, and is 3km higher than the nearest habitation on the Italian flank.

On blue-sky days it dazzles in the sunshine or floats on a raft of cloud, commanding one's attention with its dominating height, for it has a regal presence equal both to its appearance and its stature.

THE TOUR OF MONT BLANC

Over a period of 10 to 12 days (I´ve done the 11 days tour) the TMB entices walkers on a circuit of this magnificent mountain block (my feelings exactly), making a journey around 170km, with an accumulated height gain and loss of something like 10,000m.

Depending on the precise route taken (for there are variations), there are 10 or 11 passes to cross as the tour progresses from one valley to the next.

Each of these valleys enjoy unforgettable views, and each has its own individual character - the bustling, tourist-centred Vallée de l'Arve (the Chamonix valley), the sparsely inhabited Vallée des Glaciers, the pastoral Swiss Val Ferret, to name but three.

That the TMB is the most popular long walk in Europe is not in doubt. In excess of 10,000 people embark on this circuit each summer.

THE ROUTE

Being a circular route, the TMB could be walked in either clockwise or an anti-clockwise direction, and started from any one of a number of places.

By tradition it has begun in the Chamonix valley - the Vallée de l'Arve (where I begun also), but not in Chamonix itself, for in order to make the most of the splendid views afforded of Mont Blanc from the slopes of the Aiguilles Rouges chain, the route avoids the bed of the valley except to cross it at either end.

Instead, by tradition the TMB begins about 7 km downvalley from Chamonix, in Les Houches, and tackles the circuit in an anti-clockwise direction.

in Tour of Mont Blanc, a Complete Trekking Guide

 

 

Governar Sem Políticos (Terminus) - Competências e Música (Parte II)

Confrontam-se as verdades e as vontades. Renovam-se os votos camuflados no oleado do deserto esmifrado. Cadenciam-se os discursos num burburinho surdo de moucos e vesgos. O que restou? O sôfrego desejo da realidade. Acusaram-se gentes, despiu-se mentalidades, taparam-se valores, mataram-se princípios, desiludiu-se a ética, massacrou-se a sustentabilidade e a socialmente responsável inconsistência dos alvos mártires não competentes e anti-musicais. Elas perduram. As competências. Algures. Perdidas no marasmo da falta de visão, de audição, de sentido de cheiro ou de tacto. E a musicalidade descompassada também. Precisam de um maestro, um mentor que as reúna, oriente, encaminhe e melhore. Alguém ou algo que não as instrumentalize e que, harmoniosa e sinergicamente, as encadeie no DNA do reino e as coadune à fragilidade da condição social e económica humana. Vivemos tempos difíceis de procura incessante pelo melhor e descobrimos que apenas alcançamos a base da pirâmide, satisfazendo necessidades básicas e muito pouco estimulantes. Dar música às competências precisa-se. Competenciar a musicalidade exige-se. Lembrar o esquecimento fomenta-se e cultiva-se. Alheemos-nos da irracionalidade e procuremos os caminhos do coração e da esperança num futuro que se quer bem melhor.

Governar Sem Políticos (Terminus) - Competências e Música (Parte I)

O mundo fantasiou a classe. Mas com tanta convicção que a classe acreditou. Musicou-a numa partitura desmesurada e desmedida. Os uivos primordiais de marcação de território generalizaram-se inadvertidamente de um momento para o outro e a musicalidade da atribulação dos furores megalíticos resvalaram na senda de um mundo e de uma vida perfeitos. E assim nasceu. A classe política atomizada por competências extraordinárias e musicalidade inspiradora. Se o seu governo é desgoverno? Claro que sim! Que outra forma poderíamos encontrar para destabilizar, abanar, mudar, inquietar o caos? Do caos, no caos, há vida, há criação! Rejuvenescimento, inovação, criatividade, resiliência, sobrevivência, persistência, imortalidade, poder! A amena tempestade do rescaldo da guerra fria desperta, na tal classe, ensaios cristalinos de fragilidades até então impensáveis. Sobreviver no campo minado de policiamentos políticos é ser da classe apolítica. E os apolíticos mergulham na variável mais casual de uma incógnita profanada a que chamaram liberdade. Travada pela comiseração da classe política, a multidão apolítica esconde-se nos ideais liberais espelhados no céu em chamas.

Governar Sem Políticos (Continuum) - A Universidade Elitriste (Parte II)

Fala para crianças. Discursa para bebés. Descobriu que o fascínio destes pequenos futuros seres crescidos por ele é verdadeiramente envaidecedor. Vangloria-se com os seus ensinamentos. Irradia anos de frustrações recalcadas, deslizando, ora pela esquerda, ora pela direita, um pano branco e imaculado de palavras conciliadoras e reconfortantes. O engano das gentes. Congratula-se com a manobra de diversão que enceta ali, à frente de tudo e de todos, para dissimular o seu desejo de amor das hostes acalentado infinita e esgotantemente no beco sem saída de uma infância agreste e descrente de pai ausente e mãe carente. Perfilha-se um final assaz inibido de conclusão. As gentes futuras crescidas em estágio para a iluminura findável ou, quem sabe, infinitamente infindável, coscuvilharão mensagens subentendidas ou explicitamente explícitas, na esperança da glorificação massificadora do seu orador e mentor, o que reverterá a seu favor, anos mais tarde quando todos se reencontrarem nos tachos de elite da mega panela política de cargos inventados, mas reais.

Governar Sem Políticos (Continuum) - A Universidade Elitriste (Parte I)

Ouvia-se o silêncio numa sala estéril e inconsequente. Esvaziada de mentes. Morta de espírito. Branca de cores. Pintalgada, aqui e ali, por datashow presentations graficamente elaboradas ou powerpointement compiladas. Inconsequente de gentes. Inconsequente de gentes, porque a falácia probatória do discurso desconexo trouxe um estado de (des)pensamento imaterial resignado ao tempo fechado da iliteracia profusa de sentidos não sentidos, duplos na sua interpretação infantil. O orador percorria os cantos da memória, recorrendo a uma experiência enriquecedoramente falhada, mas, curiosa e inexplicavelmente aplaudida de camarote pelos Nothingham Sherifs do so called 1º Mundo Desenvolvido! E o discurso era fluído em teorizações standardizadas e conceitos adulterados, mas vigorosamente em vigor. Ou não. E as gentes estudantis ouviam. Provavelmente, alguns escutavam. Outros compreendiam o incompreensível. Outros ainda sonhavam acordados com o pesadelo que vivenciavam, desprovido de lógica racional (ou não) e de valor real que se possa apreender nos desaires quotidianos. Comungar os princípios da nação dirigente, daquele ser falante iluminado por brisas obscuras que provêm de mentes conciliadoramente castradoras, adormece o espírito alerta e aguçado dos (ainda) despertos sub-iluminados presentes na sala. O orador não se cansa. Bebe o que apregoa. Acredita na sua realidade. Fomenta e alicerça os pilares da geração espontânea de idiotas ignorantes que se irão formar nas filas controladas da produção em série de gentes elitristes. Falar dele (do orador) é falar de um ser. Um único ser, não um ser único. Focado em si, na sua ideologia, no seu percurso brilhantemente assessorizado por recrutas em formação, mas sedentos de poder e, obviamente, carregados de sabedoria imaculada! Repete enfaticamente os mesmos conceitos.

25 de Abril

O dia e o mês por si só são por demais comummente banais, mas o ano complementa e determina a nossa História.1974. 25 de Abril de 1974.

A nossa memória colectiva e a história de todo um povo deambulante por terras e oceanos inóspitos e misteriosos parece, assim, remeter para uma concentração de estares e sentires que revertem os poderes emergentes da alma lusitana numa única palavra, um ser de saudade, com coração ao peito e esperança no olhar: Liberdade.

A escrita documentada e jornalística atemporal muito nos conta, descreve, ensina, pormenoriza, facilita (ou não) o entendimento dos acontecimentos passados, mas os testemunhos traduzem o real comedido, ainda que propenso a exuberâncias pontuais. E a realidade traz-nos sempre ao presente e às lições que aprendemos com os erros cometidos no passado do universo paralelo. Ver, escutar, vivenciar, palpitar, correr, pular, trajar com um cravo ao peito ou num cano de guerra é a verdade nua e crua dos factos espontâneos.

Conquistámos verdadeiramente a Liberdade tão almejada? Fomos assoberbados pela sorte do que um punhado de gentes bravas e valentes determinou a partir de uma canção e de uma acção voluntariosa que destinou uma sequência de felizes ocorrências? Podemos agradecer a graça divina de termos sobrevivido sem mazelas físicas pesadas ou dramatismos violentos, numa guerra que nunca começou verdadeiramente? Realisticamente meditando, acreditamos que sim! Tudo nos levou às conquistas do presente, à ausência de um passado provido de sangue letal e ao aprofundar do pensamento social civilizacional histórico nacional mais consolidado e muito mais rico e enriquecedor. Temos História. Pois, então, honremos essa História. Honremos as hostes iluminadas passadas, avançando e indo mais além, não repetindo os mesmos erros.

A genética histórica do nosso glorioso povo é compactada em saber, conhecimento e empreendedorismo. Temos garra. Somos lutadores. Somos curiosos. Somos eficientes e eficazes na produção de soluções improváveis quando confrontados com o caos e o imprevisto, o temporário definitivo e as adversidades sem remédio.

A Liberdade, esse estado ansiado de irrealidade feita, ainda está por conquistar e anexar à integralidade sequencial do nosso código genético sobrevivente, talvez porque há quem nos tente derrubar com submissão e financiamento ilusório que promete felicidade e milagres perdidos. As promessas não cumpridas. O fazer da História, tantas vezes, desfeito. Os refugiados do nosso próprio continente.

Queremos lembrar o dia, o mês e o ano com alegria, com sentimento, com emoção, com agradecimento, com pensamento crítico construtivo, com humildade, com paixão e vontade de conquistar o suposto inconquistável, aquele que deve ser o nosso lugar ao sol neste universo de perdição e desconjuntura social e civilizacional, de insustentabilidade emocional e ambiental futura e de irresponsabilidade escondida nas máscaras faciais dos trejeitos encenados pelos poderosos e divinos.

Celebremos pois, ainda assim, o que somos, o que alcançamos, os que nos fizeram chegar aqui. Vivamos intensa e positivamente a nossa Liberdade. Uma Liberdade que se quer de Todos e para Todos.

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